Padrões de beleza – A estupidez do mundo da moda

Sou apologista da expressão “Cada um é dono do seu corpo e deve fazer aquilo que entende para se sentir bem com ele” e é por isso que o assunto que será desenvolvido neste post me irrita profundamente.
Há alguns dias atrás surgiu um rumor de que a modelo Cara Delevingne foi rejeitada pela “Victoria’s Secret” por estar demasiado gorda, a minha questão neste assunto é “mas que tipo de mulheres é que essas agências de moda pretendem?”

Cara Delevingne

Para quem desconhece, Cara Delevingne é uma modelo internacionalmente conceituada, na minha opinião é uma mulher extremamente bela e com um corpo magnífico, daí que considero ridículo o rumor da rejeição dela por estar demasiado gorda, desconhece-se a autenticidade do rumor mas o que aconteceu neste caso acontece com outras modelos que são obrigadas a praticarem dietas dementes para satisfazerem os padrões ditados pelas agências de moda e/ou grandes marcas de roupa.

É do conhecimento comum que as agências de moda exercem regras que obrigam os modelos a seguirem padrões de beleza, o sexo masculino deve ter o corpo tonificado ou extremamente magros mas é no sexo feminino que o padrão de beleza se torna mais “violento”, as mulheres devem ser extremamente magras e eu questiono-me “porque é que as modelos devem ser obrigatoriamente magras?”, é totalmente estúpido.
Se pesquisarem no Google vão deparar-se com centenas de casos de modelos anoréticas que foram forçadas a deixarem de comer para seguirem a sua carreira, a sua ambição, o seu sonho, estas raparigas eram lindas, tinham corpos atraentes e sexies mas estragaram-no por uma obrigação do mundo negro e hipócrita da moda, não as condeno, como referi na introdução deste post cada indivíduo é livre de fazer o que quiser com o seu corpo e elas estão a cometer sacríficios por aquilo que aspiram.
Contudo, não são exclusivamente as modelos a sacrificarem-se para obterem o corpo considerado “perfeito” pelos seus superiores, o grande problema manifesta-se que todas essas atrizes e modelos anoréticas influenciam milhões de outras jovens no mundo a agirem em busca do corpo magro, esquelético mas supostamente “perfeito”. Conheço casos de colegas minhas que nutrem paixão por este mundo, visitam blogs do género diariamente, estão constantemente atentas a novas coleções de roupa e muitas delas deixam de comer para ficarem magras como a modelo X ou Y, enquanto que outras com um peso considerado acima da média sentem-se frustradas por não conseguirem emagrecer, sentem-se excluídas por serem gordas, por não seguirem o padrão esquelético e esquecem-se de pormenores fantásticos e únicos do seu corpo. São vários os casos da busca do corpo perfeito que resultam em morte por falta de nutrição ou por suicídio, de quem é a culpa? As agências e/ou as grandes marcas do mundo da moda “lavam as mãos”, elas não sentem culpa, só obrigam as modelos a exercerem sacrifícios para se assemelharem a “cabras magras” (desculpem a expressão) e estas vão influenciar milhões de adolescentes e jovens adultas a tomarem o mesmo comportamento para não se sentirem excluídas.

É uma verdade inquietante observar jovens extremamente belas a fazerem dietas loucas para obterem o “perfect body”, está na altura de mudarem este conceito e de se revoltarem, vivemos num mundo supostamente livre, ninguém deve ser obrigado a seguir regras quando são donas do próprio corpo. As modelos têm de ser as primeiras a dar “o grito de revolta”, impedirem de ser manipuladas pelas grandes marcas de moda, desta forma vão influenciando milhões de outras jovens a serem felizes com o próprio corpo, contudo esta tarefa é complicada visto que o universo da moda é extremamente competitivo mas vale sempre tentar mudar isso, vejam o exemplo da Cara Delevingne, ela é lindíssima, apesar de na minha opinião continuar a ser bastante magra, ela foi supostamente excluída da “Victoria’s Secret” por estar demasiado gorda mas continua linda, a percorrer o mundo, a causar sensação e agora até está a preparar a sua carreira como atriz de cinema, porém, recentemente também aconteceu uma situação semelhante com a artista portuguesa Jessica Athayde que foi fortemente criticada num desfile de moda, inicialmente as críticas centraram-se sobre o autor da foto mas também se salientaram no fabuloso corpo da Jessica, que a meu ver é uma das personalidades nacionais mais atraentes, só um louco é capaz de considerar gorda.

Várias raparigas estão neste momento a ler isto e a pensar “tu és rapaz, não percebes nada”, bem, é impossível gostarmos totalmente do nosso corpo, eu provavelmente gostava de o ter mais tonificado assim como, tu que estás a ler este post, gostarias de estar mais magra, de ostentar uns seios maiores, ou ter mais massa muscular. Ninguém é perfeito, eu tenho pormenores no meu corpo que não gosto mas outros que adoro e que me elevam a autoestima.
Se não estás bem com o teu aspeto físico, no fim de leres este post põe-te em frente de um espelho, esquece todos os modelos e personalidades que admiras ou que gostarias de ser, concentra-te, procura aquilo que não gostas no teu corpo e depois esquece, de seguida procura aquilo que te torna diferente de todas as outras pessoas, sorri e vais encontrar detalhes físicos que te tornam numa pessoa única e bela. Independentemente ser sermos magros ou gordos, somos pessoas inteligentes e com personalidade, não nos devemos submeter a regras oriundas de mundo onde a superficialidade e a hipocrisia são os padrões que reinam.

Não tenham vergonha do vosso corpo e nunca em qualquer circunstância deixem alguém se pronunciar sobre aquilo que está errado convosco e obrigarem-vos a tomar decisões que ponham o vosso bem-estar em risco.

Nota: Peço desculpa pelos erros e pelo desleixo da linguagem deste post, provavelmente ele até pode estar aquém daquilo que esperam mas estou pouco inspirado nos últimos dias, contudo não se preocupem porque não tenciono abandonar o projeto “Um Alien aos 20”, isto ainda está a começar! 😉

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5 thoughts on “Padrões de beleza – A estupidez do mundo da moda

  1. Ângela Peixoto diz:

    Eu vi a publicação no Facebook e pensei “Olha mais um que quer comentar padrões só porque sim !”
    Eu partilho a tua opinião e acho que se encontramos “defeitos” (esta não é a palavra mais correto) no nosso corpo, algo que não gostamos mas que é possível melhorar e, acima de tudo, queremos melhorar devemos fazê-lo ! Por exemplo, infelizmente eu encontro-me um pouco acima do peso considerado saudável e adequado para a minha estatura/altura e como eu não gosto de ver alguma “banha” no meu corpo, tenho praticado exercício de maneira a eliminar isso e também para levar uma vida saudável.
    Penso que o corpo, como todos os aspetos na vida, pode ser melhorado desde que seja de maneira saudável e não excessiva. Nada de magreza extrema até porque acho que os homens não devem de gostar de mulheres que têm apenas os ossos e a pele; mas também nada de excesso de peso porque isso é muito pouco saudável e aumenta a probabilidade de doenças cardiovasculares e diabetes. Sejamos sinceros, ninguém quer um saco de ossos mas também ninguém quer uma pessoa que dê dois passos e fique sem fôlego !
    Devemos estar num nível intermédio e saudável e devemos tratar do nosso corpo de maneira a ser, em primeiro lugar, apelativo para nós próprios para podermos estar bem com tudo e podermos ser alegres e bem dispostos, podermos ser nós próprios !

    Espero ver mais posts !

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    • Obrigado pela tua opinião, concordo absolutamente com ela, devemos fazer de tudo para melhorar o nosso corpo contudo desde que não entremos e sacrifícios excessivos, mas acima de tudo não devemos ter vergonha de quem somos 🙂

      Abraço

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  2. Tocaste num assunto ao qual sou sensível e vou ter de comentar extensivamente. Na minha opinião, o mundo da moda sempre foi e sempre será nojento. É a indústria mais responsável pelos padrões de beleza atuais e, consequentemente, por distúrbios graves como a anorexia e a bulimia. A forma como as modelos são tratadas é, de facto, deplorável, chegando a ser descartadas se não cumprirem os rigorosíssimos requisitos de peso, tal como as atrizes de Hollywood são postas de lado se mostrarem sinais de velhice (o que significa que são praticamente obrigadas a submeter-se a cirurgias estéticas para continuar a ter trabalho). Depois, há a imprensa, que esbanja nas capas das revistas caras e corpos que estão longe da realidade, porque são editados em Photoshop de forma a remover tudo o que não é considerado bonito. Desta forma, temos jovens ingénuos a perseguir o que não existe e, consequentemente, a auto-destruir-se. Vi uma prima minha debater-se com anorexia há quatro anos e foi algo que me tocou profundamente, vê-la emagrecer cada vez mais e, no entanto, recusar-se a comer. Testemunhei isso de perto porque a nossa família passou férias em conjunto nessa altura. Tenho de te dar os parabéns pelo conteúdo dos teus textos até agora e é sempre um prazer quando venho cá e vejo que há novidades. Continua assim!

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