A sensação Pós-Natal

Hey aliens,

Espero que a vossa noite de Natal tenha sido repleta de paz e alegria ao lado das pessoas que consideram mais importantes na vossa vida, neste post irei falar sobre algo que denominei “A sensação Pós-Natal”, esta ocorre todos os anos no final do dia 25 de Dezembro e pode prolongar-se até ao início do ano novo. O que vocês irão ler é na realidade o sentimento que sinto todos os anos e o qual provavelmente muitos de vocês também partilham.

Passámos mais de 1 mês a planear algo para uma noite, desde Novembro que a nossa preocupação é sobre aquilo que iremos oferecer no Natal (acredito que para outras pessoas a única preocupação é saberem o que vão receber nessa mesma noite, porém não é isso que interessa neste post)… Durante esse período que normalmente dura 1 mês, somos confrontados com imensas decisões e indecisões sobre a forma queremos festejar o nosso Natal e o stress aumenta gradualmente à medida que o dia 24 de Dezembro se aproxima.

Geralmente desarrumámos as “tralhas” para montarmos e decorarmos o nosso pinheiro, músicas de Natal conseguem motivar o nosso trabalho e no fim de tudo tirámos uma foto para partilhar nas redes sociais com o intuito dos nossos amigos pensarem em como estamos felizes e cobertos de espírito natalício.
Estabelecemos um limite no orçamento para os presentes assim como também limitámos o número de pessoas a quem pretendemos oferecer algo mas normalmente ultrapassámos ambos os limites estipulados, caminhámos por centros comerciais lotados por pessoas que partilham o nosso propósito, noutras alturas percorremos as ruas frias e iluminadas da nossa cidade enquanto que um cheiro a fumo e castanhas paira no ar, também as ruas estão abarrotadas por milhares de pessoas. Seja numa rua ou num centro comercial, a praxe é a mesma: entrámos de loja em loja até encontrarmos algo que suscite a nossa atenção e após comprarmos aquilo que pretendemos presentear, a dúvida recai em sabermos se vão gostar disso.
Faltam apenas 2 ou 3 dias para o Natal, as nossa famílias pensam detalhadamente em todos os alimentos que querem e que podem ter na mesa da consoada, o stress é ainda mais constante, são bolos para encomendar e sobremesas para fazer.

A véspera de Natal chegou, a cozinha está um caos devido aos elementos da nossa família que se assemelham a formigas loucas, estão a preparar o bacalhau e os doces tradicionais, pomos uma música de Natal a tocar para quebrar um pouco o cansaço, ajudámos a pôr a mesa, porém nesta noite fazemos tudo com mais detalhe e cuidado, os familiares estão a chegar e por momentos é possível sentirmos um pouco do espírito de Natal que pensávamos ter perdido quando crescemos. O nosso telemóvel vibra, são mensagens de amigos a desejarem-nos feliz Natal, tentámos responder rapidamente enquanto ajudámos a nossa família com o essencial.
Damos início à ceia, saboreámos o jantar na companhia da nossa família, damos graças pelo momento de paz. Podemos ser muitos ou poucos numa mesa durante este momento mas aquele calor humano conforta-nos imenso, é agradável estarmos sentados e observar que todo o empenho durante 1 mês compensou.
É meia noite, abrimos os presentes, às vezes temos surpresas agradáveis, algumas magníficas e outras menos boas, mas a qualidade do presente é aquilo que menos importa, olhámos para as coisas que nos ofereceram e ficámos basicamente sem saber o que pensar. Os outros familiares/amigos abrem os nossos presentes, estamos curiosos para saber qual a sua reação e no momento em que eles rasgam o papel observámos a sua cara de forma a interpretar corretamente a sua emoção.
Os ânimos acalmaram, as prendas já foram todas abertas, restando apenas alguns embrulhos rasgados e amassados que outrora já foram giros e deram bastante trabalho para embrulhar. Depois de tudo tirámos fotos, vemos um filme, jogámos um jogo, conversámos ou petiscamos na mesa das sobremesas. Aos poucos, os familiares estão a ir embora e o espírito de Natal vai desaparecendo lentamente até cairmos na nossa cama e acabarmos por adormecer.

Acordámos no dia 25 para almoçar, o ambiente já não é o mesmo, se na noite anterior o facto de estarmos todos juntos era sinónimo de magia, no almoço de Natal essa magia quase nem existe, até pode ser um almoço divertido e interessante mas não passa disso, não ostenta o lado extraordinário da ceia de Natal.
Passámos a tarde de volta da TV a ver filmes que já conhecemos ou a conversar, mas propriamente sem sabermos o que realmente fazer, parece uma tarde deprimente de Domingo mas com um pouco de mais interesse. No fim de tudo, os convidados vão embora, saboreámos mais uma fatia de uma sobremesa natalícia qualquer mas até o sabor desta não é tão bom como ontem, resta-nos fazer uma retrospectiva sobre como o ano passou tão rápido e por vezes até pensámos no futuro criando algumas expetativas para aquilo que o próximo ano nos poderá proporcionar.

Isto tudo culmina numa sensação agridoce, refletimos como foi agradável estarmos com o espírito repleto de paz e alegria durante uma noite mas como tudo isso passou tão rápido e só se voltará a repetir dentro de 1 ano.

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