American Horror Story: Disappointing Show

Tenho (ou tinha) um fascínio pela série “American Horror Story, acompanhei-a desde o seu início, antes do público geral a conhecer e devorava cada episódio. Como fã, fiquei entusiasmado quando revelaram que a season 4 iria abordar o tema “circo de horrores” e imediatamente fiz mil e uma teorias sobre a trama desta temporada só que o resultado final ficou muito aquém das minhas expetativas.

Esperava que “Freak Show” fosse bastante negra, com um ambiente mais perturbador do que Asylum e completamente aterradora, mas essencialmente com uma trama recheada de mistério que me iria fazer devorar cada episódio e procurar teorias na internet sobre a resolução desses mistérios, entretanto em contrapartida esta temporada revelou-se como a pior de todas, uma total porcaria. Ryan Murphy, o criador, simplesmente desenvolveu alguns personagens à toa e despejou-os num cenário em que se revelou numa espécie de “Hunger Games” para ver quem matava mais.
Se me perguntarem qual é a trama de cada uma das seasons anteriores eu irei conseguir explicar, mas se me perguntarem como é o argumento de “Freak Show” simplesmente irei responder “Errrr, não sei… É sobre um circo de horrores, há duas raparigas gémeas que partilham o mesmo corpo e há também um serial killer”. Sim, umas gémeas que inicialmente tinham interesse mas que foram abordadas até à exaustão e Dandy, o serial killer que se revelou no único trunfo desta nova série. Também existiram boas personagens mas que tiveram pouco “tempo de antena” ou que viram o seu potencial a ser desperdiçado pela fraca narrativa, como por exemplo, o caso da Desiree interpretada pela excelente Angela Basset, o misterioso palhaço Twisty que desaparece no início da temporada ou até mesmo Maggie (Emma Roberts) que tinha hipóteses de se revelar numa personagem fantástica se o enredo exigisse mais dela.

Já que estou a abordar a caraterização de algumas personagens tenho de criticar a Elsa Mars (Jessica Lange), para mim foi a personagem mais cliché e irritante de toda a antologia “American Horror Story”, teoricamente foi criada como uma personagem para a atriz Jessica Lange se despedir em grande da série, mas na prática manifestou-se numa velhota aspirante de luxo e de uma boa vida em Hollywood sem qualquer interesse.
Os fãs desta série vão matar-me com o que vão ler a seguir, apesar de gostar da Jessica Lange, acho-a totalmente overrated (sobrevalorizada) pelos fãs, parece que é a única estrela da série, a melhor atriz, a salvação de cada temporada. Já no meu ponto de vista ela é uma atriz fantástica assim como muitas outras, a Jessica teve sorte em nos papéis em que participou, existem várias atrizes que são tão boas como ela mas que quase ninguém quer saber como o caso da Kathy Bates, da Frances Conroy ou da Angela Basset. Por isso, manifesto-me contra os que dizem que a Jessica Lange é a alma de “American Horror Story” até porque na minha perspetiva os papéis dela são quase sempre os mesmos, à exceção de “Asylum”, interpreta sempre a senhora cheia de classe, com diálogos filosóficos e etc… Embora não conste no elenco da próxima temporada, tenho a certeza que existem outras atrizes que conseguem salvar a série.

Retomando à minha crítica sobre esta temporada, foi uma season que prometia muito nos primeiros 4 episódios mas que se perdeu nos restantes, foram 13 episódios de personagens a tentarem matar-se umas às outras, de duas gémeas carentes que só pensavam em se separarem uma da outra, de um rapaz com mãos de lagosta que não conseguia escolher “a princesa dos seus sonhos”, de um homem que só pensava em colecionar aberrações, e de uma senhora aborrecida que era capaz de cometer qualquer crime em busca de fama. No meio desta porcaria toda, a melhor personagem foi mesmo o Dandy, um jovem rico e mimado que provou ser o serial killer mais lunático já visto numa série de TV.

Relativamente ao último episódio, foi despontante pelas seguintes razões (spoilers):

– O Dandy teve uma morte sem climax;
– Os Freaks não mereciam serem todos mortos apenas porque o criador da série decidiu que o Dandy os devia matar a todos;
– A última cena do Jimmy com as gémeas foi previsível, podiam ter mostrado mais deles, principalmente os seus filhos e um pouco do quotidiano deles;
– Não soubemos mais nada do Stanley e ninguém viu a sua “aberração”;
– Não existiram as prometidas conexões com a season 1 e a season 3 mas o diálogo que o carpinteiro tem com a Elsa Mars quase que confirmou que a season 5 irá envolver experiências nucleares;
– O conceito de vida após morte foi tão ridículo, nomeadamente para uma personagem tão desumana como a Elsa Mars, parece que morreu e foi absolvida pelos seus pecados, voltando a ser a estrela do circo lá no céu;

(Fim dos Spoilers)

O Ryan Murphy devia aprender a concentrar-se apenas num só projeto, notou-se algum desleixo nesta temporada de American Horror Story porque está preocupado a produzir “American Crime Story” e “Scream Queens”. Espero que a season 5 seja sem dúvida superior, se não for, sou apologista que cancelem esta série.

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3 thoughts on “American Horror Story: Disappointing Show

  1. Sou um enorme fã de “American Horror Story” e, obviamente, assisti a esta temporada. De facto, foi a que mais se perdeu na história, se é que alguma vez houve alguma – muitas vezes, fiquei com a sensação que não havia um rumo definido – e o final deixou-me com a impressão que havia mais pano para mangas. No entanto, o último episódio foi satisfatório para mim. Ao contrário das temporadas anteriores (especialmente Asylum), que nos faziam antecipar um desfecho grandioso e impactante, este esteve à altura do resto da temporada. Uma coisa que concordo contigo é que todas as personagens da Jessica Lange são irritantemente semelhantes e que há atrizes na série mais talentosas do que ela. Uma personagem cuja presença não percebi DE TODO foi a Barbara (a gorda). Algo não correu bem ali, nunca nos é dado um motivo sólido para ela ter aparecido. Desconfio que havia um episódio sobre a história dela que, por qualquer motivo, acabou por ser posto de parte. E, de facto, segundo a Wikipedia, havia um episódio chamado “The Fat Lady Sings” que nunca foi exibido. A morte do Dandy foi bastante divertida para mim, mas custou-me ver os freaks serem mortos e senti que foi um ato preguiçoso da parte dos argumentistas. Suspeito que a próxima temporada vai ser sobre magia… A propósito, adorei a participação do Neil Patrick Harris, que foi uma lufada de ar fresco no final da temporada. E o marido dele entrou no último episódio como Michael Beck, marido da Elsa 🙂

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