Grand Budapest Hotel – Crítica

Quando anunciaram este filme como um dos mais fortes candidatos aos “Oscars” eu ri-me e pensei “como é que esta porcaria hipster está nomeada para estes prémios?“, presumo que deva aprender a nunca julgar um livro pela capa, neste caso não devo julgar um filme pelo poster.
Basicamente e em poucas palavras, a trama centra-se sobre um rapaz ajudante de um conceituado hotel que se une ao seu superior com o intuito de reclamar uma herança e os dois acabam por se meterem em muitos sarilhos.
Não sou muito bom a resumir, mas posso dizer que o enredo é muito mais do que pensam, “Grand Budapest Hotel” é um obra diferente do habitual, com uma fotografia fantástica, uma banda sonora bela e sobretudo com personagens peculiares que são as peças fundamentais em toda a história. Todas estas qualidades são fruto de uma produção muito cuidadosa e de um elenco rico, que de forma quase mágica fazem as 2h de duração passarem rapidamente.

Nota-se que esta película ao contrário de muitos dos nomeados, não foi um filme obtuso e pretensioso produzido somente para os “Oscars”, tal como acontece todos os anos. “Grand Budapest Hotel” merece absolutamente o selo de qualidade porque se manifesta como uma obra totalmente original e numa espécie de homenagem aos filmes de comédia europeus dos anos 70 e 80.
No campo das interpretações, estão todas brutais, mas creio que devia ser fornecido mais “tempo de antena” a algumas personagens como por exemplo a empregada Clotilde, a caricata Madame D. e até mesmo a Adam Brody na pele do vilão Dmitri  que poderia ser melhor utilizado, este último afirma-se como um ator bastante versátil e repleto de potencial.

Não é um filme de ação, mas não é um filme bastante parado, é um fruto de muito empenho e de muita criatividade, pode não agradar a todos os espectadores, tem alguns defeitos como a pouca ênfase em determinadas personagens, entretanto não deixa de ser uma obra-prima fantástica. A fotografia e toda a restante direção técnica tornam-no diferente de tudo o que podem considerar normal, isso pode ser sensacional para mim mas horrível para outras pessoas.

Para já, é um dos meus candidatos favoritos, não me acredito que vença qualquer prémio nos “Oscars” porque esta cerimónia interessa-se duvidosamente por “filmes de qualidade”, porém, “The Grand Budapest Hotel” ganhou um lugar na cultura cinematográfica e isso é melhor do que qualquer outro filme vencedor de vários Oscars e ignorado na prateleira das promoções de uma Fnac.

Nota: 8,5/10

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