Mad Max: Fury Road – Crítica

Olá pessoal, como podem observar tenho estado ausente do blog por motivos pessoais, mas irei regressar em Junho.

Ontem assisti ao filme que está na “boca do mundo” e senti vontade em escrever uma mini-crítica.
Em 2014 assisti ao primeiro teaser de “Mad Max: Fury Road” e pensei “oh my god, este filme vai ser do caraças”. O teaser causou-me vontade de ver o filme original de 1979 e confesso que essa obra me desiludiu imenso ao afirmar-se num filme datado e muito aquém das minhas expetativas. Após esta visualização e o surgimento de novos trailers da quarta entrada da saga que começaram a antever uma obra cada vez mais estranha no sentido do argumento se resumir a uma longa corrida, fui perdendo todo o hype perante esta estreia.
Na semana passada, começaram a surgir as primeiras reviews na internet. Foram imensos, os jornalistas, youtubers e bloggers que assistiram previamente e assumiram que “Mad Max: Fury Road” é um marco no cinema de ação, por isso decidi ir ao cinema para confirmar.


Neste recomeço, Max vive habita num planeta Terra apocalíptico dominado por gangs e tribos que controlam bens essenciais como água e gasolina. O protagonista alia-se a Furiosa na missão de levarem as noivas/propriedades de Immortan Joe para uma terra verde em busca de liberdade, só que o ditador irá fazer de tudo para recuperar as suas propriedades.

Tentei esquecer o filme original mediano e confesso que fiquei deslumbrado logo nos primeiros 5 minutos, todo o mundo apocalíptico é espetacular, os locais, o aspeto físico e psicológico das personagens, tudo é único e envolvente. Não costumo ser adepto de blockbusters porque numa perspetiva geral, eles são clichés e moldados pelos grandes estúdios, porém, esta obra prima é um produto autêntico da mente de um visionário.
O enredo não tem grandes reviravoltas e não deixa de ser um pouco básica, mas é contada através de um método espetacular que a torna tão diferente de qualquer filme comum. “Fury Road” atreve-se a fazer aquilo que quase nenhum filme teve a ousadia de fazer, de uma forma esplêndida consegue fundir as cenas de ação com narrativa culminando num desenvolvimento da história explosivo e irreverente.

No campo das interpretações e de desenvolvimento das personagens, todos estão de parabéns à exceção do próprio Max, o protagonista cai um pouco na vulgaridade e não é carismático como provavelmente deveria ser. Charlize Theron e Nicholas Hoult assumem-se como atores fenomenais e trio de vilões são doentios em todos os níveis, mas retornando a aspeto mais fraco, penso que Max (Tom Hardy) deixa um pouco a desejar, em suma, ele é o típico justiceiro negro, com voz grossa e com um passado obscuro que pouco fala.

Louco, sensacional, diferente, corajoso, polémico, excelente,… São imensos os adjetivos para caraterizarem este filme, depois dos blockbusters estarem cada vez mais perdidos com porcarias banais como “Avengers”, “World War Z”, “Transformers” entre outros excrementos, “Mad Max: Fury Road” surgiu como um marco do cinema contemporâneo para provar que o cinema mainstream ainda pode ter obras primas de grande qualidade.

Nota: 9/10

Vários críticos referem que “Mad Max” é o “Dark Knight” desta década, não consigo entender em que perspetiva é que eles idealizam esta observação, no entanto, posso assegurar que esta produção levou os filme de ação para outro patamar.

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2 thoughts on “Mad Max: Fury Road – Crítica

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