Unfriended – Crítica

No início do ano, o trailer sobre um filme de terror que se passava integralmente no ecrã de um computador, causou impacto nas redes sociais. Pessoalmente, como não é novidade, sou fã de filmes de terror, nomeadamente de obras que se apresentem com um conceito fresh, diferente e longe dos tradicionais clichés a que este género já nos habituou. Lembro-me de agendar o “Unfriended” no IMDB e de todas semanas procurar notícias acerca da data de estreia em território nacional, mas para minha frustração, nunca existiram indícios sobre a sua estreia cá, apesar de existir uma forte corrente de espectadores (nomeadamente jovens) ansiosos por o verem.

A trama desenrola-se em torno de Laura Barns, uma vítima de cyberbullying que se suicidou após um vídeo seu em que surgia bêbada e quase em estado de coma alcoólico se ter tornado viral. Um ano mais tarde, um grupo de amigos reúnem-se para uma conversa no Skype, no entanto eles começam a ser confrontados por um visitante estranho que se assume como Laura Barns, conhecendo todos os segredos dos amigos e prometendo vingar-se.
Penso que após sabermos um pouco sobre o enredo, é impossível não ficarmos indiferentes à alusão da temática sobre cyberbullying e claro sobre todo o mistério envolvente nesta videochamada.
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Sense8 – A série que irá explodir com o vosso cérebro

Hey pessoal, no post de hoje e no próximo irei comentar sobre duas novas séries totalmente diferentes que me estão a surpreender. Uma delas é “Sense 8” um drama complexo com elementos sci-fi e a outra é “Scream” um thriller que está a elevar as séries teenager para um novo patamar.
No post de hoje irei concentrar-me somente em “Sense8”, uma série para adultos (com nota de 8.5 no IMDB) que se está a provar polémica em todo o mundo. A nova aposta da Netflix, conta a história de 8 estranhos no nosso planeta que começam misteriosamente a contactarem-se telepaticamente e a partilharem sensações uns com os outros, contudo, há algo/alguém que os persegue tentando capturá-los um por um. Continuar a ler

Minions – Crítica

“Minions” ou “Mínimos” em Português é o spin-off ou prequela da série de filmes “Gru – O Maldisposto” que se concentra nos adoráveis e engraçados servidores do mal que buscam por alguém bastante maléfico para servirem.
Assisti com alguns amigos na noite de estreia, confesso que acho estes personagens amarelos engraçados, porém como não gostei nada de “Gru – O Maldisposto 2”, fui à sessão com expetativas medianas.
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Jurassic World – Crítica

Oh My God! Começo a minha curta review com esta expressão de choque!

2015 é o ano dos blockbusters, foram lançados filmes significativos como “Fast Furious 7”, “Avengers 2”, “Mad Max: Fury Road”, “Jurassic World”, “Inside Out”, “Terminator Genisys”, “Ant Man” e no final do ano teremos a masterpiece “Star Wars VII”.

Das obras que visualizei, fiquei surpreendido e adorei o “Mad Max”, gostei do “Terminator”, apesar do trailer retirar um pouco do seu fator surpresa ao revelar o maior plot twist do filme, e odiei o “Avengers 2”.
Não tinha grande expetativas sobre “Jurassic World”, sobretudo porque não me lembrava do filme original e porque as reviews defendiam que era um filme ligeiramente interessante mas com cenas básicas como a sequela do “Avengers” (acreditem, eu odiei esse filme). No meio da enorme lista cinematográfica que tenho para ver, decidi oferecer uma oportunidade à sequela/reboot do famoso parque de dinossauros. Continuar a ler

A culpa não é da vítima, é do violador

Hoje decidi abordar um assunto que é um pouco tenso. Se não sabem, podem tomar conhecimento que existem cerca de 30 casos de violação sexual por mês em Portugal… E é provável que sejam milhares por dia em todo o mundo.
Sempre que os meios de comunicação lançam uma notícia relativa a um caso de violação, as opiniões dividem-se habitualmente em 2 partes:
-As que culpam o agressor;
-As que culpam o agressor e a vítima;

Sinceramente, a última opinião faz-me perder a pouca fé que tenho na humanidade! Preciso que alguém me explique como é que a vítima de uma violação pode ser considerada culpada.

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O teu estilo não define a tua personalidade

Recentemente deparei-me com uma situação inusitada que me levou a refletir sobre o estilo/look/aparência que cada um de nós utiliza no seu dia a dia.
Estava a conversar com uma pessoa à saída de uma festa em que optei por uma aparência mais clássica e formal, num misto de assuntos durante o diálogo, chegámos ao tema dos gostos musicais. Referi que nutro uma paixão pela música eletrónica, nomeadamente pelos subgéneros de trap, dubstep e drum n bass, esse mesmo indivíduo com quem conversava mostrou-se surpreendido pelos meus gostos, proferindo uma frase semelhante:
“Estás a gozar certo? É impossível um gajo que está a vestir camisa, calças e sapatos gostar de drum n bass! Isso não é para ti.”

Num sentido de hilaridade a tal insipiência, afirmei que no tempo atual, a opinião dele não é válida em qualquer particularidade e que não se deve julgar ninguém pelos gostos musicais. Conheço gente com looks alternativos que ouvem música pop plastic, classy girls que gostam de rock e de trance, e tenho colegas com um look urbano que apreciam música clássica.
Num segmento de completar a minha contestação, declarei que não sou de entrar modas e que não gosto de me vestir somente de acordo com um estilo. De um modo integral, quem me conhece, sabe que tanto opto num dia por roupas mais trendy ou street style, tal como no dia seguinte, uso uma camisa e umas calças num look mais clássico.
Sinto-me bem comigo próprio ao vestir-me assim, sempre cresci com a ideologia que devo prestar um cuidado com a minha imagem para agradar-me a mim próprio e não para agradar os outros. Na minha visão, não gosto de seguir modas, gosto de ser eu a criar a minha.
Com tal argumentação, essa pessoa com quem conversei respondeu:
“Olha, gostares de variar só prova que não tens personalidade, tens de a definir ao usares apenas um estilo.”

Nesse momento, concluí que não valia a pena continuar a discutir com alguém detentor de pontos de vista rudimentares, por isso despedi-me ao instruí-la que a personalidade é construída através de actos e não de roupas.

Só para finalizar este post, é triste observar a realidade que em pleno ano de 2015, a sociedade permanece com a tendência em julgar outros seres pela sua aparência, após esta peripécia, concluí que existem muitas mentes que precisam de se emancipar.
O que aconteceu comigo, acontece diariamente com milhões de outras pessoas e muitas vezes as considerações sobre os mesmos são piores. Posso exemplificar que é habitual uma rapariga vestir roupas mais curtas ou justas e serem automaticamente rotuladas de “gajas fáceis” ou de prostitutas, tal como se um rapaz vestir um cap e uma t-shirt diferente pode ser apelidado de rufia, ou o facto de alguém ter um look alternativo pode preponderar para ser reconhecido como drogado. Há prostitutas que andam completamente vestidas, rufias que utilizam um look totalmente normal e drogados que vestem smoking.

Como tenho defendido, é a personalidade que molda a pessoa que tu és e não as roupas que vestes, músicas que ouves ou filmes que vês.