O teu estilo não define a tua personalidade

Recentemente deparei-me com uma situação inusitada que me levou a refletir sobre o estilo/look/aparência que cada um de nós utiliza no seu dia a dia.
Estava a conversar com uma pessoa à saída de uma festa em que optei por uma aparência mais clássica e formal, num misto de assuntos durante o diálogo, chegámos ao tema dos gostos musicais. Referi que nutro uma paixão pela música eletrónica, nomeadamente pelos subgéneros de trap, dubstep e drum n bass, esse mesmo indivíduo com quem conversava mostrou-se surpreendido pelos meus gostos, proferindo uma frase semelhante:
“Estás a gozar certo? É impossível um gajo que está a vestir camisa, calças e sapatos gostar de drum n bass! Isso não é para ti.”

Num sentido de hilaridade a tal insipiência, afirmei que no tempo atual, a opinião dele não é válida em qualquer particularidade e que não se deve julgar ninguém pelos gostos musicais. Conheço gente com looks alternativos que ouvem música pop plastic, classy girls que gostam de rock e de trance, e tenho colegas com um look urbano que apreciam música clássica.
Num segmento de completar a minha contestação, declarei que não sou de entrar modas e que não gosto de me vestir somente de acordo com um estilo. De um modo integral, quem me conhece, sabe que tanto opto num dia por roupas mais trendy ou street style, tal como no dia seguinte, uso uma camisa e umas calças num look mais clássico.
Sinto-me bem comigo próprio ao vestir-me assim, sempre cresci com a ideologia que devo prestar um cuidado com a minha imagem para agradar-me a mim próprio e não para agradar os outros. Na minha visão, não gosto de seguir modas, gosto de ser eu a criar a minha.
Com tal argumentação, essa pessoa com quem conversei respondeu:
“Olha, gostares de variar só prova que não tens personalidade, tens de a definir ao usares apenas um estilo.”

Nesse momento, concluí que não valia a pena continuar a discutir com alguém detentor de pontos de vista rudimentares, por isso despedi-me ao instruí-la que a personalidade é construída através de actos e não de roupas.

Só para finalizar este post, é triste observar a realidade que em pleno ano de 2015, a sociedade permanece com a tendência em julgar outros seres pela sua aparência, após esta peripécia, concluí que existem muitas mentes que precisam de se emancipar.
O que aconteceu comigo, acontece diariamente com milhões de outras pessoas e muitas vezes as considerações sobre os mesmos são piores. Posso exemplificar que é habitual uma rapariga vestir roupas mais curtas ou justas e serem automaticamente rotuladas de “gajas fáceis” ou de prostitutas, tal como se um rapaz vestir um cap e uma t-shirt diferente pode ser apelidado de rufia, ou o facto de alguém ter um look alternativo pode preponderar para ser reconhecido como drogado. Há prostitutas que andam completamente vestidas, rufias que utilizam um look totalmente normal e drogados que vestem smoking.

Como tenho defendido, é a personalidade que molda a pessoa que tu és e não as roupas que vestes, músicas que ouves ou filmes que vês.

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