Dúvidas e consequências dos refugiados em Portugal

Olá pessoal,
Desta vez decidi escrever e refletir sobre um assunto pertinente. Todos os dias somos “bombardeados” pelos meios de comunicação com notícias, vídeos e imagens chocantes sobre os refugiados da Síria que unem esforços para alcançarem a Europa. Este assunto trilha um caminho de opiniões distintas, por isso decidi deixar-vos a minha observação em poucas linhas.

Nenhum de nós tem qualquer mínimo de noção sobre o medo e horror que os refugiados da Síria enfrentam. Vêem-se na obrigação de abandonarem o seu berço, de se despedirem de pessoas que gostavam (até mesmo que amavam) sem esperança de jamais as voltarem a ver, rumam a um novo destino em busca de uma vida nova que não lhes dê medo ou receio. Infelizmente, nenhum deles consegue isso.

Não tenho dúvidas que estou a abordar um caso extremamente complicado. Por vezes, dizemos que a nossa vida está um lixo, mas esquecemos que existem outras vidas mil vezes piores do que as nossas.
Eu sei que muitos de vocês, leitores, devem considerar que vou seguir uma ideologia moralista e que sou a favor da entrada de mais de 3000 refugiados em Portugal, segundo o que foi contestado no jornal Público, no entanto afirmo que sou totalmente contra esta ação. Irei explicar o meu ponto de vista posteriormente.

Tenho uma perspetiva em que os países europeus economicamente estáveis é que deviam ter preocupação em albergarem os refugiados e não países como os nossos.
Temos uma taxa de desemprego de 13% no nosso país, podemos não estar no mesmo patamar negativo da Grécia mas também não estamos no mesmo nível económico que a Alemanha e os países nórdicos. É necessário ter estes pequenos detalhes em conta.

Porque Portugal pretende albergar 3000 refugiados se não consegue albergar os sem-abrigos nas nossas ruas?
Ontem à noite saí com um grupo de amigos, enquanto percorríamos o trajeto que nos levava até ao parque de estacionamento, observámos um senhor a procurar alimentos no lixo, tinha um saco de compras repleto de produtos com as embalagens ainda por abrir, um dos membros do meu grupo deu-lhe uma ajuda, ele ficou agradecido.
Este acontecimento, fez-me refletir que o nosso país não tem qualquer possibilidade em ajudar os cidadãos que nasceram em Portugal, desta forma, também deve afirmar-se incompetente para alojar os migrantes da Síria.
Basta sairmos da nossa zona de conforto e visitarmos alguns locais da nossa cidade durante à noite, vão observar algo muito negro e cru, irão deparar-se com gente a dormir nas ruas, mulheres a prostituírem-se para conseguirem dinheiro, miúdos oriundos de famílias pobres a roubarem porque não conseguem emprego, e homens a arrumarem carros para tentarem comer (isto remete-me para algo que realmente me aconteceu, quando um senhor me ajudou a estacionar o carro e pediu-me comida em vez de dinheiro).

O que vão fazer 3000 refugiados em Portugal?
Eu sei que estão a ser criados imensos “Centros de Acolhimento para Refugiados”, isso engloba uma enorme quantidade de custos. É necessário prestarmos atenção a esse fator. Quem vai pagar todos os custos relacionados com a produção e manutenção desses centros? Não consigo pensar numa resposta concreta para esta questão, sem me lembrar que isso poderá significar um aumento considerável nos impostos e consequentemente poderá ser prejudicial para a nossa economia.
Existe outro fator que aparentemente se assemelha a uma teoria da conspiração. É provável que no meio destes milhares de pobres humanos, existam jihadistas infiltrados, atentos ao funcionamento de cada país e prontos para corromperem a Europa. Não creio que os migrantes têm qualquer tipo de culpa nisto, no entanto, é quase óbvio que esse é um dos grandes planos dos grupos de terroristas.
Parece que estou a indicar uma atitude xenófoba, mas na minha opinião tento ser racional, espero que as vítimas encontrem uma nova vida propícia a grandes oportunidades e que não tenham de viver com receio, entretanto, é necessário termos também em conta o bem-estar dos portugueses.

Como é que os refugiados vão encontrar um emprego, se os licenciados não conseguem arranjar um?
Esta manifesta-se também numa grande preocupação. Segundo uma notícia que li há dias na internet, alguns países pretendem incluir os migrantes em programas de limpeza de florestas. Desculpem o termo, porém isto é absolutamente estúpido! Querem colocar milhares de pessoas a limparem florestas até morrerem?
Eu sei que só procuram um porto de abrigo, não têm grandes ambições, todavia para mim é ridículo colocarem-nos a limpar florestas até ao fim das suas vidas.
Sou licenciado e sei que é complicado conseguir um bom emprego em Portugal, tenho amigos que foram obrigados a emigrarem em busca de qualidade de vida e conheço licenciados em cursos de prestígio que trabalham em lojas ou cafés ganhando apenas o salário mínimo nacional. Encontrar emprego é uma tarefa muito difícil, principalmente para pessoas que têm o 12º ano. Como é que encontraremos alguma fonte de emprego para os migrantes que lhes garanta um bom futuro?

Quero concluir este post com uma publicação para vocês refletirem e responderem através de um comentário.

Nós não conseguimos ajudar quem nasceu aqui, será que estamos seguros e fortes para ajudarmos alguém com problemas maiores do que os nossos?

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