Queda do Governo: A atual democracia em Portugal

Olá a todos! Este é, provavelmente, o meu post mais curto de sempre.

As fontes de informação anunciaram a queda do governo português, esta tarde.
Utilizo o meu blog como uma ferramenta para treinar a minha escrita e sobretudo para expressar a minha opinião sobre vários assuntos. Por isso, desta vez decidi expôr em poucas linhas, a minha perspetiva sobre a telenovela política portuguesa protagonizada por António Costa, líder do PS.
Nas passadas eleições, em Outubro de 2015, os portugueses elegeram democraticamente “Portugal à Frente”, coligação composta pelos partidos PSD e CDS. Para mim, esta seria a decisão que deveria persistir porque habitámos num país democrata.

“Democracia é um regime político em que todos os cidadãos elegíveis participam igualmente” Fonte: Wikipedia

Infelizmente, António Costa, opôs-se ao conceito de democracia, ignorou a decisão dos portugueses e lutou a qualquer custo pela sua ascensão como primeiro ministro. Toda esta ambição e sede pelo poder que observámos neste político, causa-me um pouco de receio e torna-se impossível, não o comparar a uma menina mimada que não pára de fazer birra até conseguir o brinquedo que deseja (desculpem a analogia).
Espero estar errado e ser surpreendido.

Não quero revelar o meu voto, no entanto, assumo que não votei no PSD, apenas sinto-me revoltado porque torna-se injusto os portugueses terem eleito um partido político e observarem a sua decisão rejeitada.
Tal como referi acima, somos cidadãos democratas, somos nós que elegemos o futuro da nação, mas será que podemos continuar a assumir que vivemos num país democrata?

Edit: Peço desculpa pela fraca qualidade do post, mas deparei-me na obrigação de o escrever em 5 minutos. 🙂

Post para todos os novos bloggers

Olá Aliens,
Pretendo que desculpem a minha ausência no blog, mas encontro-me envolvido em projetos demasiado trabalhosos que me estão a levar à exaustão e a roubar todo o meu tempo. Só para vos fornecer uma breve noção, não tenho tempo para ver um filme, vi o “Horrible Bosses 2” em 4 dias, aliás o filme não é mau mas fica aquém do original.

Não irei divagar ou perder muito tempo no desenvolvimento deste post. Preciso que todos vocês, leitores, partilhem o vosso blog na zona dos comentários, caso também sejam autores de um.
Isto carateriza-se numa forma de conhecer novos bloggers e de cada um de nós aprender um pouco com o trabalho dos outros. 😉

A culpa não é da vítima, é do violador

Hoje decidi abordar um assunto que é um pouco tenso. Se não sabem, podem tomar conhecimento que existem cerca de 30 casos de violação sexual por mês em Portugal… E é provável que sejam milhares por dia em todo o mundo.
Sempre que os meios de comunicação lançam uma notícia relativa a um caso de violação, as opiniões dividem-se habitualmente em 2 partes:
-As que culpam o agressor;
-As que culpam o agressor e a vítima;

Sinceramente, a última opinião faz-me perder a pouca fé que tenho na humanidade! Preciso que alguém me explique como é que a vítima de uma violação pode ser considerada culpada.

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O teu estilo não define a tua personalidade

Recentemente deparei-me com uma situação inusitada que me levou a refletir sobre o estilo/look/aparência que cada um de nós utiliza no seu dia a dia.
Estava a conversar com uma pessoa à saída de uma festa em que optei por uma aparência mais clássica e formal, num misto de assuntos durante o diálogo, chegámos ao tema dos gostos musicais. Referi que nutro uma paixão pela música eletrónica, nomeadamente pelos subgéneros de trap, dubstep e drum n bass, esse mesmo indivíduo com quem conversava mostrou-se surpreendido pelos meus gostos, proferindo uma frase semelhante:
“Estás a gozar certo? É impossível um gajo que está a vestir camisa, calças e sapatos gostar de drum n bass! Isso não é para ti.”

Num sentido de hilaridade a tal insipiência, afirmei que no tempo atual, a opinião dele não é válida em qualquer particularidade e que não se deve julgar ninguém pelos gostos musicais. Conheço gente com looks alternativos que ouvem música pop plastic, classy girls que gostam de rock e de trance, e tenho colegas com um look urbano que apreciam música clássica.
Num segmento de completar a minha contestação, declarei que não sou de entrar modas e que não gosto de me vestir somente de acordo com um estilo. De um modo integral, quem me conhece, sabe que tanto opto num dia por roupas mais trendy ou street style, tal como no dia seguinte, uso uma camisa e umas calças num look mais clássico.
Sinto-me bem comigo próprio ao vestir-me assim, sempre cresci com a ideologia que devo prestar um cuidado com a minha imagem para agradar-me a mim próprio e não para agradar os outros. Na minha visão, não gosto de seguir modas, gosto de ser eu a criar a minha.
Com tal argumentação, essa pessoa com quem conversei respondeu:
“Olha, gostares de variar só prova que não tens personalidade, tens de a definir ao usares apenas um estilo.”

Nesse momento, concluí que não valia a pena continuar a discutir com alguém detentor de pontos de vista rudimentares, por isso despedi-me ao instruí-la que a personalidade é construída através de actos e não de roupas.

Só para finalizar este post, é triste observar a realidade que em pleno ano de 2015, a sociedade permanece com a tendência em julgar outros seres pela sua aparência, após esta peripécia, concluí que existem muitas mentes que precisam de se emancipar.
O que aconteceu comigo, acontece diariamente com milhões de outras pessoas e muitas vezes as considerações sobre os mesmos são piores. Posso exemplificar que é habitual uma rapariga vestir roupas mais curtas ou justas e serem automaticamente rotuladas de “gajas fáceis” ou de prostitutas, tal como se um rapaz vestir um cap e uma t-shirt diferente pode ser apelidado de rufia, ou o facto de alguém ter um look alternativo pode preponderar para ser reconhecido como drogado. Há prostitutas que andam completamente vestidas, rufias que utilizam um look totalmente normal e drogados que vestem smoking.

Como tenho defendido, é a personalidade que molda a pessoa que tu és e não as roupas que vestes, músicas que ouves ou filmes que vês.

ENM 2015 – Erasmus National Meeting

Hey,
Como vocês entenderam, tenho estado deveras ausente do blog por falta de tempo. São imensos os motivos que absorvem o meu tempo, como por exemplo: aulas, família, amigos, estudo e a ESN. Para quem desconhece, a ESN é uma organização sem fins lucrativos que objetiva a integração dos estudantes de Erasmus (estudantes estrangeiros) no ambiente universitário e no país em que estão a estudar. Eu faço parte de um grupo de voluntários da ESN Minho que se dedica a inúmeras tarefas para esse público, neste momento estou no departamento recreativo, no qual ajudo na produção de festas e também sou o fotógrafo de vários eventos. Mas ok, um dia escrevo um post a explicar mais profundamente o que é a ESN e até vos mostro algumas da inúmeras atividades espetaculares que organizámos… Ah, quero dizer orgulhosamente que a secção da ESN em que estou inserido foi declarada como a melhor de toda a Europa. 🙂 Continuar a ler

O ciclo das relações

Somos marcados por momentos, sejam eles felizes, extraordinários, tristes, embaraçosos, divertidos e especiais, acima de tudo somos marcados por eles porque são diferentes e se destacam na vida rotineira e enfadonha a que estamos habituados. As coisas melhoram a partir do momento em que estamos com alguém que gostámos, não interessa se essa pessoa é amiga, colega, namorada/o ou até mesmo estranha, todos os momentos se tornam ainda melhores quando são partilhados com alguém.

No início tudo é fantástico, ditam-se promessas eternas, tudo aparenta ser perfeito até a rotina começar a fazer-se notar, surgem divergências e os problemas acentuam-se, as pessoas afastam-se e as amizades terminam, estamos sozinhos num mundo repleto de uma infinidade de seres diferentes mas todos iguais, nada é como antes, sentimos falta das conversas, dos risos, dos diálogos e até das situações em que estivemos fracos e sentimos o apoio de alguém que se mostrava preocupar connosco. Parece ser o fim de tudo mas não é.

Surgem novas personagens no filme da nossa vida. Personagens que antes eram secundárias ou que nem sequer existiam começam a adquirir um papel principal e entretanto outras reaparecem, a tela monocromática volta a ganhar cor, tudo volta a ser como antes. Felizes, magníficos e talvez imparáveis, prometemos que nada vai mudar, que todos os momentos serão eternos, mas a rotina regressa para atormentar, os mais frágeis são os primeiros a vacilar e de repente todos se afastam. Ficámos no meio de uma estúpida guerra entre duas fações que já foram um só, tentámos decidir de que lado combater mas preferimos permanecer fora da linha de fogo e forçosamente observar cada lado a corromper-se, não queremos perder ninguém mas acabamos por perder tudo. Só restam fotografias e memórias de grandes acontecimentos que todos se esqueceram.

Voltámos a estar sozinhos num mundo cheio de gente, até que alguém (re)surge, entendemos que as relações são um ciclo e que tudo voltará a repetir-se mas de diferentes formas mas com novos elementos, as promessas fantasiosas sobre tudo ser perfeito voltam a ser proferidas por diferentes bocas, porém, no fundo sabemos que isto é apenas o início de um ciclo que voltará a repetir-se uma infinidade de vezes.

Todos os dias podem ser dia dos namorados

Faltam poucos dias para o “Dia dos Namorados”, confesso que não gosto deste dia, a razão não se deve ao facto de estar solteiro (até porque me sinto bem como estou), mas sim por toda a atmosfera hipócrita e comercial que ocorre nesta data. Aconselho-vos a lerem o post até ao fim para o entenderem e não formarem uma má opinião sobre ele… E sobre mim. 😉

As lojas sufocam-nos com peluches lindos e enormes e com uma quantidade exagerada de objetos decorados com corações, ursinhos e “cenas fofas”, outras persuadem-nos a comprar produtos extremamente caros para oferecermos à nossa cara-metade neste dia.
Enquanto que as lojas utilizam o significado do dia 14 de Fevereiro exclusivamente para fins comerciais, as pessoas em geral usam este dia para exporem a sua paixão por alguém e para mostrarem nas redes sociais como a sua relação é perfeita e sem problemas, seja através de uma foto com o seu parceiro utilizando um comentário plagiado de um website de citações românticas como descrição ou fotografando todos os presentes valiosos e finalizando a descrição da foto com uma frase “Tenho o/a namorado/a mais perfeito/a, adoro-te bae”.

Não sei se já entenderam onde estou a tentar chegar com este post, mas se ainda não perceberam irei serei mais explícito nas próximas linhas. O “Dia dos Namorados” é o dia de mostrarmos ao mundo que estamos felizes ao lado de quem mais amámos, da pessoa que nos completa, que partilha connosco os melhores e os piores momentos… Assim como todos os outros dias do ano.

Irrito-me com a hipocrisia, ao observar muitos casais a publicarem conteúdo sobre este dia, a esforçarem-se para mostrarem que são perfeitos e que se amam mais do que outros casais mas provavelmente perdem o resto do ano numa relação aborrecida, tediosa e sem romance. Penso que as pessoas de uma forma geral valorizam demasiado esta data e esquecem-se do restantes 364 dias.
Nunca sejam tristes e vazios como estes casais, não sejam forçosamente românticos apenas no “Dia dos Namorados”, não se deixem cair no aborrecimento durante o resto dos dias, jantem fora, apimentem a vossa relação, tirem fotos, ofereçam presentes e mostrem-se apaixonados todo o ano, porque “Dia dos Namorados” é sempre que vocês quiserem. 😉